Abraço-RS fala sobre manifesto Pró-Conferência Nacional de Rádios Comunitárias em Brasília

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A Agencia Abraço de Cultura e Comunicação Comunitária recebeu nos estúdios da Rádio Esplanada FM em Brasília, companheiros de luta pela radiodifusão comunitária no Rio Grande Sul. Na entrevista exclusiva, participaram, o coordenador executivo da Abraço-RS, Joaquim Goulart; o diretor do Conselho Comunitário da Rádio Comunitária Santa Cruz do Sul, João Carlos Hieslar e o secretário de Relações Institucionais da Abraço, Leandro Ragui. Por uma Conferência Nacional de Rádios Comunitárias, os comunicadores estiveram na capital do país reivindicando também a resolução de pautas históricas do movimento.

12380414_10201380673794577_409695798_nDe acordo com o Coordenador Executivo da Abraço-RS, Joaquim Goulart, as pautas das rádios comunitárias de norte a sul do Brasil são as mesmas e os integrantes das entidade vieram somar forças. “Nós só queremos ser livres para trabalhar. Os entraves como, o apoio cultural, choque de frequência, a questão do espectro e canal; tudo isso são pautas históricas que pouco tem avançado. Mas apesar disso, as rádios comunitárias vão surgindo e nos anima para retomar a luta”, afirmou Gulart.

Para o secretário de Relações Institucionais da Abraço-RS, Leandro Ragui, que trabalha pelas rádios comunitárias desde 2004, existem várias dificuldades para que as pessoas das comunidades exerçam o seu talento para a comunicação. “Suporte de como redigir uma ata, ou enviar uma carta para o Ministério das Comunicações. Desde as situações mais básicas até as mais complexas, nós procuramos trazer um arcabouço de soluções, que a própria experiência com os enfrentamentos ao longo desses anos nos deu”, disse Ragui.

O diretor do conselho comunitário da Rádio Comunitária Santa Cruz do Sul, João Carlos Hieslar, lembra que as rádios comunitárias valorizam a cultura local e levam para os seus ouvintes uma informação real, se desvinculando dos factoides criados pelas grandes mídias. Mas por causa das dificuldades diversas, segundo ele, é hora de fazer algo novo. “É preciso pensar em uma conferência nacional em busca da unidade, seja do movimento sindical, dos trabalhadores outros movimentos sociais e colocar outro patamar de informação para a classe trabalhadora. Se nós temos muitos profissionais na área de comunicação se formando, nós queremos que eles se somem em busca de uma forma mais realista de se fazer notícias, sem factoides”, analisou João Carlos.

Acompanhe a entrevista completa no canal da Agência Abraço, clicando aqui. Ouça também na Rádio Esplanada FM o Esplanada Entrevista às 19h, pelo site: www.radioesplanadafm.org .

Bruno Caetano
Da Redação

Fonte: Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária – Abraço