Aerp e emissoras manifestam acerca de posicionamento que trata o rádio como “tendência antiga”

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Para o presidente da Aerp, Márcio Villela, o posicionamento destoa das ideias mais contemporâneas e dos rumos que a comunicação vem desenvolvendo.

Emissoras de rádio paranaenses, junto à Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (Aerp), manifestaram acerca do posicionamento assumido pela diretora-geral de operações da Vevo no Brasil, Fátima Pissarra, em matéria veiculada pelo jornal Meio&Mensagem nº 1661, de 25 de maio de 2015.

Durante a reunião organizada pela Associação para tratar sobre práticas comerciais e mercado publicitário, as emissoras tiveram acesso coletivo à publicação que, na reportagem intitulada “Seguindo a trilha: Mercado fonográfico finalmente acorda para a força digital em seus lançamentos” (pg. 24), traz o seguinte trecho:

“Usamos o Luan como benchmark para mostrar que não tem mais isso de que música de trabalho é na rádio, tem de ter liberdade para subir conteúdos. Trabalhamos na potencialização do digital”, destaca. Para ela, mesmo com o avanço do digital, os artistas nacionais ainda são presos ao processo antigo de música de trabalho, música que tem de estar no vídeo clipe, música da rádio etc. “É uma tendência antiga…”

O manifesto, assinado pelo presidente da Associação, Márcio Vilella, traz o seguinte texto:

“Ao tempo em que respeitamos a diversidade de opiniões e estratégias comerciais, acreditamos que o atual momento da mídia brasileira – e mesmo mundial – pressupõe algo muito além de processos ou conceitos antigos. A rivalidade entre os meios já não se aplica mais. Não se trata de ser “muito rádio e TV”. Temos a convicção de que o mercado brasileiro entende que a publicidade hoje, assim como a comunicação, tem de ser multiplataforma, multiconteudista e multidimensional.

O posicionamento da diretora-geral, ainda que fazendo referência ao termo “tendência antiga”, traz consigo uma carga desatualizada e depreciativa dos hábitos brasileiros com relação às mídias; destoa das ideias mais contemporâneas e dos rumos que a comunicação vem desenvolvendo.

O rádio, com sua irrefutável capacidade de se reinventar, está posicionado como um dos veículos mais modernos da atualidade e desponta como veículo mais consumido pelo usuário de internet enquanto navega, por exemplo.

Poderíamos aqui elencar uma série de pesquisas que posicionam o Rádio na vanguarda da comunicação, mas citaremos apenas mais uma que é a recente pesquisa do Ibope sobre hábitos de consumo de mídia, apontando nas regiões metropolitanas do país 89% do público consumindo Rádio, pelo aparelho convencional, computador e celular.

E destes conectados ao Rádio, 91% declararam ouvir para consumir justamente “MÚSICA”.

Ou seja, num cálculo de simples projeção, temos o Rádio executando um lançamento musical para 167.462.243(milhões) de brasileiros num único dia, várias vezes ao dia e com a credibilidade única junto ao ouvinte para filtrar os milhões de lançamentos disponíveis.

Sobre o que foi dito referente “música de trabalho”, esclarecemos que não é o Rádio quem cria ou determina a “música de trabalho” e sim o marketing do artista através de suas estratégias de comunicação com todos os veículos. Sendo o Luan Santana inclusive, um dos artistas mais tocados no Rádio e na maioria das vezes com mais de uma “música de trabalho” simultaneamente.

Luan Santana é um dos mais um dos maiores parceiros do Rádio onde entendemos que usá-lo como exemplo de que um artista só necessita de Rádio, pois é refém de um país com conceitos antigos de mídia, é no mínimo desconhecer o artista e o Rádio.

Compreendemos que essas transformações surgem, antes de tudo, de mudanças no próprio perfil ideológico e de consumo das pessoas, geradas a partir de novas relações humanas e seus contextos locais. Assim, respeitar e acompanhar o processo natural de evolução dos processos, ao invés de se fechar em um cenário excludente é o que contribui para a construção de uma realidade midiática coerente à nova realidade.

Portanto, concluímos nosso manifesto fazendo convite especial para que deixemos de lado conceito antigo, entendendo que o respeito, a integração, o compartilhamento e a criatividade fazem parte de nosso meio. Seja ele qual for, esteja onde estiver, sempre”.

Fonte: http://informabr.com/