Alexandre Garcia fala sobre fake news e comunicação ética a radiodifusores de todo o país

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Apesar de o termo ser recente, as fake news são um fenômeno bem mais antigo, que foi ampliado com o uso das redes sociais. Esse foi o destaque do painel do jornalista Alexandre Garcia no I Fórum Nacional de Radiodifusão, nesta quinta-feira (21), em Brasília.  “Quando eu era adolescente e trabalhava em rádio, isso já existia. Era chamado de mentira. Dizem que a primeira vítima nas guerras é a verdade. Então, desde que existem guerras, existem fake news”, disse para uma plateia com mais de 400 pessoas. 

Segundo Garcia, o jornalismo precisa de pilares como a veracidade, a objetividade e a neutralidade que garantem a credibilidade e a ética da profissão. “Nós não somos mais importantes que os fatos. Os fatos existem por si e não precisam de ajuda”. Em um mundo de compartilhamento e profusão de informações, Garcia recomendou ao público ser cauteloso com as notícias que recebe, fazer checagens pessoais e comparar as fontes.


TV Digital

No painel “A jornada da TV digital brasileira e o desligamento do sinal analógico de TV”, o consultor e membro do Fórum Brasileiro de TV Digital, Fernando Bittencourt, explicou o processo que levou à escolha do padrão nipo-brasileiro e sobre a cooperação entre governo, pesquisadores e academia para criar a tecnologia nacional.

Alex Azevedo, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), apresentou os resultados do desligamento até aqui, que permitiu também liberar a faixa de 700 MHz para a tecnologia 4G. “Foram 62 agrupamentos, totalizando 1.379 cidades, atingindo 128 milhões de pessoas ou 44 milhões de domicílios, um feito muito significativo”.

Já Antônio Martelleto, da Seja Digital EaD, descreveu o esforço que acontece desde 2015 no desligamento do sinal analógico e na distribuição de kits que garantem o acesso ao sinal para as famílias de baixa renda. “O que a gente fez no projeto da TV digital foi escutar o que a população estava falando e colocar as pessoas no centro do processo”.


Desburocratização

O painel “Desregulamentação do setor – necessidades e propostas regulatórias” foi dedicado a apresentar soluções que diminuam os processos em análise pelo MCTIC e facilitem a administração das emissoras. O engenheiro da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel) Wender Almeida de Souza apresentou números sobre o volume de processos técnicos em tramitação no ministério como renovação de outorgas e aprovação de equipamentos de emissoras.

O diretor-geral da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Cristiano Flores, explicou a quais tipos de regulação o mercado está submetido e sugeriu mudanças na atuação estatal. “Quando o Estado sai de uma regra de controle e passa a uma regra de cooperação, ele olha o regulado com menos desconfiança e passa a focar mais em políticas públicas”.


Radiodifusão Comunitária

No último painel do evento, o presidente da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço), Geremias dos Santos, falou sobre o serviço, que conta com mais de 5 mil estações em 4 mil cidades, e exaltou o papel dessas emissoras em dar voz a comunidades menores e valorizar a cultura local. Ele também pediu mudanças nas regras que regem essas emissoras, como a permissão de publicidade comercial.

Fonte: mctic.gov.br