Começou o Seminário de Formação Artística e Cultural

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Como nasce e se forma um artista no Brasil? Essa é a provocação que motivará todas as discussões do Seminário Nacional de Formação Artística e Cultural, realizado pela Secretaria de Educação e Formação Artística e Cultural do Ministério da Cultura (MinC) entre 1 e 3 de dezembro, em Brasília (DF). Cerca de 500 representantes de escolas de artes, centros de formação, universidades e institutos federais estarão presentes.

“É com grande entusiasmo que esperamos as escolas e centros de arte de todo Brasil, as universidades e os institutos federais para debater a formação artística e cultural, a qualidade e a importância da formação artística para nossos jovens, percebendo que este é um direito de poder contribuir para a cultura nacional, de ter uma formação plena na área cultural e, partir dessa formação, empreender na área da cultura, contribuindo para a geração de emprego e renda, reforçando a economia da cultura”, destaca a secretária de Educação e Formação Artística e Cultural do MinC, Juana Nunes. “Queremos dar início à constituição de uma grande rede, com iniciativas formadoras públicas e privadas, as universidades e institutos e as escolas livres, a fim de qualificar a oferta de formação artística e cultural para todos os brasileiros, em especial os jovens”, completa.

Estarão em debate temas como a formação profissional; a infraestrutura das escolas e centros de arte; as formas de financiamento e fomento; o papel do agente cultural; e a criação da bolsa-artista; entre outros temas. O resultado do debate será a base para a construção do Programa Nacional de Formação Artística e Cultural. Todas as atividades serão realizadas no Centro Cultural Funarte Brasília e na Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello – Clube do Choro.

O Seminário também terá como resultado a criação da Rede Nacional de Formação Artística e Cultural, que contemplará diversas escolas livres de arte de todo País e a rede formal de ensino. As escolas livres cumprem papel fundamental na formação de artistas e fazedores de cultura em geral, mas ainda não têm o devido reconhecimento do Estado. Já a rede formal de ensino é formada pelas escolas técnicas, escolas de arte, universidades e institutos federais. O intuito é promover a integração das duas redes, ampliando a qualidade e o acesso aos cursos.

Já estão confirmados grupos de referência de livre formação artística, como o Grupo Galpão de Teatro (MG), Tablado (RJ), Balé Bolshoi (SC), o projeto Fundação Casa Grande – Memorial do Homem Kariri (CE), Escola de Dança Angel Viana (RJ), Escola Livre de Palhaços (RJ), Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello (DF), Projeto Axé (BA) e Ilê Ayê (BA), entre outros. Entre escolas da rede pública formal, destaca-se a Escola Livre de Artes (ELA) – Arena Cultural, de Belo Horizonte, uma das principais referências de formação artística da capital mineira, com mais de 52 núcleos.

Política Nacional das Artes

A Fundação Nacional de Artes (Funarte) também terá papel de destaque na programação do seminário, que terá inicio com o debate sobre a Política Nacional das Artes (PNA), com participação do presidente da fundação, Francisco Bosco, e dos articuladores da PNA. “Não se pode falar de política cultural brasileira sem abordar a questão da formação artística e cultural. É preciso fortalecer os instrumentos de apoio às iniciativas já existentes, ampliar e intensificar a formação técnica e profissionalizante para que seja possível consolidar uma rede ampla, forte e descentralizada da economia da cultura e das artes no Brasil”, defende Bosco.

Durante o seminário, será redigida, colaborativamente, a “Carta de Brasília”, que norteará as diretrizes de construção da Política Nacional de Formação Artística e Cultura.

Atrações culturais

Aproveitando a presença das escolas de arte, a programação do seminário contará com várias atrações culturais desenvolvidas nas instituições: Orquestra Sanfônica Graciosa de Palmas, Orquestra Retocando (Itaperuna /RJ), grupo Os Cabinha, banda de lata da Fundação Casa Grande (Nova Olinda/CE), GRUPU – Grupo de Percussão Erudita da Unicamp, alunos do Curso Técnico em Arte Circense da Escola Nacional de Circo/Funarte (RJ) e Orquestra Sinfônica de Barra Mansa (RJ), entre outros. A programação contará ainda com a especial participação do multiartista Antônio Nóbrega, que apresentará a aula-espetáculo: “Com Passo Sincopado”.

Informações: Ministério da Cultura

Fonte: Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária – Abraço