Conferência debate Radiocomunicações

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Brasília, 03/11/2015 – Representantes de 193 países estão reunidos, desde segunda-feira (2), em Genebra, para definir as estratégias na área de comunicações via rádio para a comunidade internacional. A Conferência Mundial de Radiocomunicações, da União Internacional das Telecomunicações (UIT), que se estenderá até o dia 27 de novembro, é considerado o evento mais importante do setor. O Ministério das Comunicações enviou uma delegação, coordenada pelo secretário de Telecomunicações, Maximiliano Martinhão, para participar das discussões. Técnicos da Anatel e representantes da iniciativa privada também integram a comitiva brasileira.

Segundo a gerente de projetos da Secretaria de Telecomunicações do MC, Diana Tomimura, o evento, que acontece a cada quatro anos, tem como principal objetivo harmonizar o espectro, buscando que cada faixa seja utilizada pelos países para os mesmos serviços. “Muitas vezes isso não é possível e sempre prevalece a autonomia do país, mas quando há usos diferentes, a atenção dada às áreas de fronteira deve ser reforçada, para evitar interferências prejudiciais”, afirma.

Além de questões ligadas à qualidade dos serviços e à segurança – no campo da aviação, por exemplo – a harmonização do uso do espectro também é importante para as indústrias do setor. “Isso permite que as empresas produzam equipamentos em grande escala, com um custo muito menor e a segurança de que terão mercado para comercializá-los”, explica Diana.

Entre as propostas defendidas pelo Brasil e por outros países da América Latina para a Conferência, está a utilização da Banda L e da faixa de 3.400 a 3.500 MHz para a banda larga móvel, serviço que têm demandado um espaço cada vez maior do espectro. “Também queremos que a banda L seja utilizada para estudos e testes do 5G”, acrescenta.

Outro ponto a ser pleiteado pelo Brasil é a preservação das faixas utilizadas para o serviço de satélites. Um dos motivos, explica Diana, é o montante já investido no satélite brasileiro, que deve ser lançado ano que vem. O Brasil também espera que não haja mudanças no espaço destinado à radiodifusão. “Nós temos uma situação diferente da maioria dos países, onde serviços via cabo são mais populares. Aqui a TV aberta cobre quase toda a totalidade do país. Então, nós temos muito interesse neste assunto”, conta a gerente de projetos.

UIT – A União Internacional das Telecomunicações é a agência especializada das Nações Unidas para as telecomunicações e as tecnologias de informação e comunicação. Está sediada em Genebra e conta com a participação de 193 Estados Membros.

Ministério das Comunicações

Fonte: Associação Brasileira de Rádio e Televisão – ABRATEI