Temos motivos para comemorar o dia do rádio?

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Todos nós sabemos a importância que o rádio tem na vida do brasileiro, seja ele morador de uma cidade pequena ou de uma metrópole. Tentar adivinhar o que será do rádio daqui alguns anos é muito difícil. Ele que predominava antes da chegada dá tv, teve sua morte decretada anos depois, mas seguiu firme e forte atravessando décadas e crises financeiras.

É verdade que ele já foi bem mais forte, mesmo assim segue na vida da maioria de todos os brasileiros, se reinventa a cada dia, a cada nova tecnologia, a cada aplicativo ou sistema de informação. O rádio AM vive a expectativa de migrar para o FM, essa sobrevida segundo muitos entendedores pode impulsionar esse senhor de 91 anos. Será que as emissoras, principalmente as mais tradicionais e populares vão se adaptar?

O sonho de ter um rádio digital deve continuar hibernado, não deve sair do papel tão cedo em virtude da tecnologia, que tanto mudou o rádio pra melhor e chega a ser um problema para os engenheiros responsáveis pela digitalização. Assim como os portais de internet e os jornais impressos, acredito que poucas rádios devem conseguir sobreviver, isso se houver investimento em internet (investimento que hoje não dá retorno financeiro).

Uma boa saída é o recente exemplo do Jovem Pan Morning Show, com um rádio feito de forma televisiva, quando se ouve a música no rádio se vê pela transmissão em tempo real, com imagem de qualidade, assim como o áudio. Cada vez mais o rádio deve ter programas com muita prestação de serviço, entretenimento, qualidade de som, interação, descontração e a tendência como falou recentemente o Tutinha, diretor geral da Jovem Pan, o rádio vai tocar cada vez menos músicas.

É uma pena que muitos gestores não conhecem o veículo que trabalham, assim seguem fazendo administrações desastrosas. O grande vilão do atual momento é sem dúvida o baixo percentual destinado pela publicidade no rádio, se não melhorar em um curto espaço de tempo, ( o rádio tem uma pequena fatia de mercado se comparando a outros veículos) o futuro será ainda mais nebuloso, teremos cada vez mais emissoras arrendando horários ou toda a programação para líderes religiosos, ou políticos com carreiras questionadas. Vale a exceção para rádios que possuem aporte de investidores estrangeiros, ou grande conglomerados de comunicação.
A verdade é que o rádio vive uma crise e, a cada ano que passa, ela vai aumentando, marcas fortes começam a cortar funcionários, renegociam salários, não se preocupam mais com qualidade, trocam nomes tradicionais por novos profissionais do dia para a noite, ou congelam a vaga, diminuem investimento. No caso do departamento de esportes, aumentam o off-tube, não viajam ou entram em rede com outras rádios.

O rádio mudou muito. Um bom vendedor é mais valorizado que um bom comunicador, repórter, operador etc… Mesmo assim, seja com prefixo fixo, web ou pelo aplicativo mesmo, seguimos te amando enquanto você tiver força, watts ou bateria. Viva o Rádio!